Quinta-feira, Junho 19, 2008
Tirem os objetos inúteis de perto! Protejam suas metáforas!
Estamos de volta!!!
cambalhotas.org
escrito por
alisson villa
@ 21:43
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Segunda-feira, Junho 16, 2008
- sonha guarda-chuvas e espirros -
nem a trovoada lhe move.
escrito por
alisson villa
@ 15:21
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Quinta-feira, Junho 05, 2008
Suspiro - é quando o ar fala de uma coisa que a palavra não dá conta; é um vento curioso espiando sentimentos; é quando o coração bate tão forte que libera um ar para aliviar a pressão; são vontades ainda embrulhadas; é cama de poeira e vendaval para formigas; suspiro é resíduo de um encontro com Marina; é um jeito aerado de encontrar com um pedaço seu.
Verbete escrito em parceria com ela.
escrito por
alisson villa
@ 11:57
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Segunda-feira, Junho 02, 2008

Diante do espelho, todos os já conhecidos contornos estavam presentes, como há muito sabia, face a face com a mesma face. Aproximei o rosto para ver mais perto. Os poros abertos, os fios crescidos da barba mal feita, os finos filetes rubros de veias atravessando o branco dos olhos, tudo em seu devido lugar. Então, por que a vida parecia desconexa, fora de lugar, como se eu não estivesse em mim?
Quase aceitei resignado a situação, quando notei um pequeno pedaço de pele solto, próximo ao meu Pomo de Adão – quanto o mundo ainda comporta de ironia? Aquela parte do corpo batizada com o nome do primeiro homem a habitar a Terra traria a explicação para meu reconhecimento como pessoa?
Puxei o pequeno pedaço e junto a ele desprendeu-se toda a pele do rosto, de baixo pra cima, eu me revelando. E não eram mais os mesmos contornos, mas sim os de outra pessoa. Outras veias atravessando o globo ocular, outros fios de barba. Minha voz não era mais a mesma e até os pensamentos eram outros. Diante do espelho, face a face com uma nova face, eu deixei de existir.
Imagem: Vânia Medeiros

