Terça-feira, Março 27, 2007


Rotina


Entrando no quarto sem nem ao menos me virar, apertei o interruptor com a trivial indiferença que tal ato sempre fez por merecer. No entanto, ao invés do cômodo se iluminar - como seria natural -, a lâmpada saltou do alto do teto e, quase beliscando meu nariz, perguntou com ar ranzinza e atrevido:

- Por que você mesmo não se ilumina? - eu, desanimado que estava para brigas e acareações, respondi entre suspiros já um tanto gastos:

- Porque eu simplesmente não tenho luz própria - e fui me apagar na cama, à espera do dia seguinte.


escrito por alisson villa

@ 02:35 caixa de correio: cartas

Sexta-feira, Março 02, 2007


O poema encaixa a escada, sobe uns degraus, bambeia as três pernas.
O poema pára uns segundos, olha pro alto, pintassilgos fumando.
O poema subiu no telhado, dançou tango antigo, fez piada de si.
Olha - Poft! - o poema caiu do telhado, sujou a calçada, manchou minha blusa.
O poema está morto, viva o poema, que eu vou dormir.


escrito por alisson villa

@ 07:07 caixa de correio: cartas


[subir]

:: template criado por christiane o. ::


Powered by Blogger.


walrus on line
Dating