Terça-feira, Novembro 30, 2004
Pobre e internético imediatis
morreu sem aproveitar a fes
tamanha crença de batis
montou sem capacete em sua pres
saindo cego contra o sinal fecha
dor e velas pelo seu pragmatis
m-o-r-t-o
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alisson villa
@ 11:17
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Segunda-feira, Novembro 29, 2004
Mando peixes até ela pela chuva
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alisson villa
@ 13:19
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Sexta-feira, Novembro 19, 2004
..............O termo Indústria Cultural foi empregado pela primeira vez em 1947, quando da publicação de Dialética do Esclarecimento, de Theodor Wiesengrund Adorno e Max Horkheimer. De acordo com Lima (2000), os dois teóricos alemães, junto a Walter Benjamin, Jürgen Habermas e Siegfried Kracauer, formam a base da chamada Escola de Frankfut. As idéias dessa corrente de pensamento encontram-se, em grande parte, nas páginas da Revista de Pesquisa Social, considerado um dos documentos mais importantes para a compreensão do espírito europeu do século XX.............................
Gostava tanto do tempo em que eu podia dormir... quando essa loucura acabar, pode ser que minhas palavras apareçam com mais freqüência por aqui. Mas por enquanto, os textos surgem apenas nos dias em que chuto a bunda do Adorno. Espiem de vez enquanto. Ou melhor, vão comprar chocolate.
escrito por
alisson villa
@ 01:20
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Quinta-feira, Novembro 11, 2004
Sorriso em flor,
aceite o meu hai-kai
do contrario bye
+++
Já é outono;
lentas pálpebras caem:
vida com sono
+++
Risoflora vem
em passos lindos lentos
dança com ventos?
+++
Escuta a flor
dor não lhe rima mais
cansou-se dos ais!
+++
Nua pela noite
cigarra canta
perdeu sua manta?
+++
Escrevo grama
leio kilo
tonelada é o peso daquilo?
+++
Por que te amo?
Perdeu-se a resposta
ternura não imposta...
escrito por
alisson villa
@ 20:25
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Terça-feira, Novembro 09, 2004
Quando eu tinha por volta dos dez anos de idade, os ônibus de Belo Horizonte, sempre lotados, trafegavam com as pessoas dependuradas pela porta de trás - pois sou velho e quando se é velho é possível lembrar que antes as pessoas entravam pela porta de trás dos ônibus. Voltando das aulas no velho Instituto de Educação, assustado, saco de bolim-bola em mãos, eu esperava eternidades por uma lotação que me sugasse para dentro, pois certamente não conseguiria segurar firme em uma das beiradinhas da porta.
O ônibus inclinava-se bastante com o peso das pessoas dependuradas. Nas curvas, parecia que não suportaria, imaginava toda aquela armação de ferro e vidro tombando como um elefante com ataque de labirintite. Eu torcendo para que a labirintite aparecesse apenas depois do meu ponto. Os dedos cruzados sempre devam resultado e eu saia ileso por mais um dia.
Meus primos iam e voltavam de carro para a escola. Mais precisamente em uma Caravan com a buzina mais divertida que já escutei na vida. Era um som ondulado, muito diferente das buzinas retas de hoje em dia, buzinas que vão direto ao assunto e rapidamente espantam o objeto indesejado da linha de ataque dos pára-choques. Meus primos tinham vários carros em casa, nunca vi ninguém ter tanto carro de uma única vez. Diziam que eles eram ricos. Eu acreditava, mas por causa da buzina divertida da Caravan.
E todo dia da semana, eu esperando o 4702, Carlos Prates-Santa Efigênia. Descia na rua Euclásio, se não me engano, quase em frente ao supermercado Bom Preço e a um armarinho que entrava para ficar observando os brinquedos pendurados em fios de nylon, tão distantes e próximos do meu alcance, assim como as pessoas nas portas dos ônibus.
Passaram-se 16 anos. E como prova inegável de que a vida realmente evolui, se altera, hoje em dia as pessoas viajam protegendo suas cabeças e membros nos corredores e bancos de dentro dos ônibus, pois inventaram um freio automático que não permite que os coletivos trafeguem com as portas abertas.
Mais incríveis mudanças? Atualmente, moro no Carlos Prates, o outro extremo do itinerário do antigo 4702, que agora recebe a seqüência numérica 9408. Desço na rua Padre Eustáquio, com toda certeza de quem fez isso ontem, quase em frente ao Guarim, supermercado que entrei para desistir de comprar - devido ao preço absurdo - a barra de chocolate guardada dentro do demonstrador de ferro e vidro, tão distante e próxima do meu alcance, assim como as pessoas nos corredores dos ônibus.
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alisson villa
@ 12:34
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Quarta-feira, Novembro 03, 2004
O Extintor
O extintor já nasce com o estigma da inutilidade envolvendo seu espírito. Ainda na fábrica, quando começa a deixar o útero das máquinas de encaixar peças, ele recebe dos funcionários um olhar torto, uma espécie de bandeira da esperança para que nunca precise ser utilizado. Vendo a cena, os extintores pregados nas paredes da fábrica, já exercendo sua desejosa tarefa de desuso, sofrem pelos companheiros que nascem rejeitados. E ainda existe a obrigação de conviver com a perversa ironia de pessoas que, próximas aos extintores, pedem fogo para acender o cigarro. A maneira como abrem a boca para dizer a palavra fogo definitivamente não seria a mesma caso estivessem, por exemplo, ao lado de uma mangueira, que se prostitui facilmente molhando jardins e lavando carros na rua de um bairro qualquer - você imagina um extintor, do alto de sua maturidade, regando uma rosa? Não é por menos que alguns extintores juram que os fumantes, após jogarem a palavra fogo no ar, os observam, de soslaio e riso no canto da boca, tremer levemente o corpo de ferro devido ao nobre reflexo de salvar vidas. Os extintores são inúteis. Desejamos sua inutilidade. Isso é certo. Mas é inegável também que esses seres padecem de uma terrível e compulsiva tristeza.

