Sábado, Outubro 30, 2004
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alisson villa
@ 16:15
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Quarta-feira, Outubro 27, 2004
Onda - 1.Namorada temporão da areia; 2.Movimentação causada pelos suspiros dos peixes; 3.Calosidade provocada pelo uso constante de ventos abaixo do número; 4.O mar treinando para ser gaivota; 5.Transporte coletivo de jacarés; 6.O mesmo que catarse; 7.Diz-se das pessoas que ficam na ponta dos pés (Ex.: Ela em ondas, cerrava os olhos; ele boca entreaberta, quebrava em espumas: maré subindo, molhará as estrelas? - in: Amarrando Cadarços, de Risoflora).
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alisson villa
@ 22:20
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Terça-feira, Outubro 19, 2004
Cap. I
Enquanto se drogava com mais um gole de Fanta Uva, Alisson foi abduzido por uma nave de luz néon azul que piscava no ritmo da batida de uma canção do My bloody Valentine. Chegando dentro da nave, dois alienígenas - um chamado Jesus e outro chamado Buda - aproximaram-se do nariz de Alisson para uma tentativa de comunicação frustrada, pois o rapaz estava gripado e na correria entre raios sugadores de gente - olha a mente suja! - não teve tempo de pegar o seu Afrim (Afrin? Sei lá! Sou apenas um narrador sem nome que não tem bulas por perto).
Os alienígenas abrirão a barriga de Alisson para brincar de geleinha? Conseguirá John Lennon aparecer na história antes que ela acabe? Alisson conseguirá salvar a Terra colocando uma bomba atômica na Nave Mãe dos Papa Narizes, recebendo uma medalha do presidente dos Estados Unidos da América? Lula aparecerá na cerimônia com Marisa? Essas e outras questões você encontrará nos próximos capítulos de "Alisson e John Lennon no mundo dos Papa Narizes" - a mais fuleira história já criada para não deixar um blog às moscas.
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alisson villa
@ 01:23
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Quarta-feira, Outubro 06, 2004
É madrugada,
eu sei,
o sol ronca qual bronca em distante esplanada
nem parece um rei.
É madrugada,
eu sei,
a árvore equilibra na fibra das folhagens uma escuridão pesada
teria infringido a lei?
É madrugada,
eu sei,
pois me atrevo e escrevo poemas que não dão em nada
palavras poucas em astúcias ocas transformei
É madrugada,
eu sei,
os filhos dormem, estrelas correm e no peito uma tonelada:
sonhos mostrando o que nunca me dei
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alisson villa
@ 12:03
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Segunda-feira, Outubro 04, 2004
saudades da sua língua-cadente.

