Terça-feira, Setembro 30, 2003
Primeiros socorros para crises de amigdalite
A ciência oferece os mais variados tratamentos para crises do corpo. No entanto, é preciso ter ao nosso lado opções que fujam desse campo, mesmo que seja para brincar de bruxaria, mesmo que seja para brincar de sorrir. Portanto, sugiro os seguintes exercícios para sarar possíveis amídalas revoltadas:
- Beba o ar que sobrevoa os banhos quentes;
- Cante sua canção preferida mentalmente, as amídalas irão se esforça para propor o mesmo;
- Engula uma pétala branca de flor roubada de um jardim distante;
- Pela manhã, diga as seguintes palavras: leito, perambular, carruagem, nefelibata (fale essa última equilibrando-se na ponta dos pés);
- Conte uma história para a primeira criança que encontrar na rua depois das seis horas da noite. Inclua as seguintes frases: O gato atravessou a lua inteira; A ponte não termina nunca; Cavaram um buraco até o céu;
- Por fim, deitada à noite no quarto escuro, passe os dedos no pescoço até que ele se arrepie. Pare apenas quando o sono lhe invadir a vida, o arrepio continuará até o primeiro sonho.
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alisson villa
@ 15:38
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Segunda-feira, Setembro 29, 2003
Era uma vez um frio país ao sul do pólo sul chamado Ulmus Procera. E tão gelado era esse lugar que fogo não existia, cata-vento usava cachecol e peixes, tal qual bandeirantes, nadavam com facões para desbravar as águas congeladas.
Esse país tinha apenas três habitantes: o Rei, a Rainha e a Princesinha, que desde pequena aprendera com os pais a inutilidade do choro, posto que toda lágrima era instantaneamente transformada em gelo.
No entanto, há muito tempo a Princesinha estava extremamente triste, pois se sentia muito só. Seus pais, já velhos e debilitados, passavam o dia inteiro na cama, não oferecendo companhia necessária à garotinha.
Um dia, a Princesinha subiu no monte mais alto do principado para observar a infinita paisagem coberta de neve. Deitou numa enorme pedra e ficou a escutar o silêncio. Fechou os olhos e nunca mais os abriu. Fazia anos que aprendera a chorar para dentro. Morreu afogada, pois era tristeza demais.
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alisson villa
@ 12:24
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Sábado, Setembro 27, 2003
Tem um peixinho nadando nos teus olhos d'água.
Mas se você chora, maldade maior não há,
pois em cachoeira peixinho não sabe nadar.
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alisson villa
@ 15:36
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Quinta-feira, Setembro 25, 2003
Listras verticais, ora alvi ora negras, como um prenúncio de que a vida se alterna entre o simples e o obscuro; tomando o peito, do lado em que o motor de emoções trabalha seu dia, um desenho que poderia ser qualquer um, mas deu de ser único em seu significado de brasão; e por fim, sobre o escudo, como se estivesse em céu, brilha a amarela alegria de sermos os únicos campeões do Brasil nas Minas Gerais. Agora me responda: isso é uma camisa ou uma poesia que se veste?
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alisson villa
@ 15:14
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Terça-feira, Setembro 23, 2003
Viva a globalização! Muito me admira a declaração feita pelo presidente mundial da Volkswagen, Bernd Pischetsrieder, ao comentar sobre a possível paralisação dos trabalhadores das unidades de Taubaté e São Bernardo do Campo, no Brasil. Segundo matéria da Folha Online do dia 23 de setembro de 2003, Pischetsrieder dera a seguinte resposta diante da ameaça de greve de seus funcionários brasileiros: "Qualquer um que entrar em greve será demitido".
Pois agora eu pergunto ao digníssimo presidente da montadora e aos diretores da empresa no país:
1-Se houver a demissão dos funcionários, como os mesmos poderão comprar comida para seus filhos? E mais, não poderão se dar ao luxo de comprar sorvete para a sobremesa! O sr. Pischetsrieder degusta sobremesas todos os dias?
2-Vocês são sempre extremados em suas declarações?
3-Quando a fábrica alemã chegou ao Brasil, com as delicias de uma mão de obra barata e ajuda do governo, como a isenção de impostos, o presidente da Volks também ficou nervoso?
4-Ao lêem cartas como essas vocês ignoram, dão gargalhadas até cair no chão ou pensam no tipo de lugar onde estão trabalhando?
5-E por último, mas com o desejo de que ao menos essa questão seja respondida, vocês vão mesmo contrariar a Constituição do Brasil, na qual está escrito que todo trabalhador brasileiro tem direito a fazer greve e, portanto, não podem ser demitidos devido a tal atitude? E mais, vocês sabem o que Constituição?
Alisson Villa
Cidadão brasileiro cansado de ver seus direitos ignorados como se fossem formigas!
Ps.: Essa foi minha carta enviada para a montadora. Se tiver resposta, eu coloco aqui.
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alisson villa
@ 18:33
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Segunda-feira, Setembro 22, 2003
Era a primeira manhã, em um ano e meio, que abria os olhos sem a matemática certeza de encontrá-la adormecida ao seu lado. Por vezes, ficava observando aquela carinha tonta - cabelos tortos, boca entreaberta - afundada no travesseiro. Ana fingia estar brava ao despertar com os olhos dissecadores de João a lhe vigiar.
- O que está olhando, rapaz? - e enrugava a testa branca para dramatizar a fala.
- Tentava adivinhar os seus sonhos.
Ana espreguiçava ao mesmo tempo que sorria. Estava certa do amor. Era domingo e estava certa do amor. Pensava por um segundo na felicidade. Rodava de um lado ao outro da cama. Era domingo, estava tonta de tanto girar e tonta de estar certa do amor. João a observava e dizia que a loucura tem sintomas constrangedores. Era domingo e estava louca. Cessou os rodopios e fixou o olhar em uma formiga que passeava pelo teto. Era domingo e estava certa?
"A formiga despencou
Não foi um furacão
Não foi uma enchente
nem mesmo um raio
Não tinha fome
Não tinha sono
Não tinha cansaço
Não tinha sede
Na verdade, o que entristece fininho
é saber que a queda foi devido à ausência da parede."
Ana deixou o poema sobre o criado de João no dia posterior a última briga que tiveram. Ele dizia que Ana não podia deixá-lo. Ela afirmando que João já a deixara há muito tempo. E agora sobre o criado repousavam em versos exatamente o que ela afirmava.
Mas hoje, João não tem ninguém para decifrar os sonhos. Pula rápido da cama, tentando ignorar a ausência que preenchia o quarto naquela manhã. Banha-se por mais tempo que o de costume. Lembra do dia em que contou a Ana sobre o arco-íris que fizera com a luz que entrava pela janela. O sorriso que rodeava o seu fino rosto deu lugar à preguiça quando João comentou sobre o vampiro de dentes d'água que também criara em seus devaneios banhísticos.
- Que vida é esta em que não posso criar um vampiro de dentes aquáticos? - sua indagação não reverberara, servindo apenas para aumentar o desanimo de Ana. "Antes ela costumava sorrir" - ele pensa enquanto enxágua os ombros. O namoro já não estava tão animado.
Ao desligar o chuveiro, João percebe que esquecera de pegar a toalha. Abre o box e após dar alguns passos em direção à porta do banheiro, pára no meio do caminho. Um suspiro aterriza no seu corpo. Está todo arrepiado. Tem medo de pensar se o suspiro era frio ou tristeza. Petrificado. Cada fio do corpo em haste. Não quer passar em frente ao espelho. Seria a comprovação de algo que ele não quer ter como certo. Seu cérebro não pára:
"Sentir frio não é praticamente uma forma de tristeza? O calor não é melancólico. Uma cena triste nunca seria filmada em uma praia, em pleno sol de meio dia. Não por um diretor com um mínimo senso de ridículo. Ridículo sou eu. Será que estou sendo filmado? Não posso passar em frente ao espelho, a câmara está lá. Me ver refletido neste estado será como uma melancólica cena de filme francês. Não serei personagem de mim mesmo. Quero deixar meus arrepios guardados na minha incerteza. Se é frio ou tristeza não quero saber."
E com a cabeça apontada para baixo, João consegue sair do banheiro. O arrepio, no entanto, continuou durante o resto do dia.
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alisson villa
@ 23:23
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Domingo, Setembro 21, 2003
Peixes bebem água corrente, por isso não precisam filtrá-la. Em dias de sol, sua casa é arco-íris, nos de chuva nadam até o céu. Peixes não ambicionam voar, visto que nunca tiveram os pés no chão. Também não suam, pois estão eternamente tomando banho. No entanto, gastam uma fortuna com cremes para peles ressecas. Peixes não comem salada, apesar dos abundantes frutos do mar. Já os barcos, são seus passarinhos. Peixes não freqüentam festas, nem mesmo vão ao cinema, porque, ao contrário dos homens, não desenvolveram tecnologia para respirarem em outros ambientes. Roupas? Também não as usam, pois essas estão eternamente no varal a secar...
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alisson villa
@ 15:31
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Quinta-feira, Setembro 18, 2003
Meu pensamento tem sete cordas
sete cordas vocais
uma para cada grito da semana
Meu pensamento é sempre branco
e com cada rio, cada pedra, cada pasto,
meu branco pensamento vai se tornando vasto.
Meu pensamento mergulha no vento
e no vento se espalha
para encontrar pelo mundo
outros pensamentos que o valha
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alisson villa
@ 15:25
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Quarta-feira, Setembro 17, 2003
diz pra felicidade que ela pode me morar!

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alisson villa
@ 13:06
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Terça-feira, Setembro 16, 2003
E por ter te encontrado pelo meu caminho, as nuvens se afastaram envergonhadas para dar passagem ao sol que explodiu em meu peito; e por ter te encontrado pelo meu caminho, vesti o sorriso com as melhores roupas para, no segundo seguinte, serem arrancadas pelo seu olhar; e por ter te encontrado pelo meu caminho, calei a sinfonia dos pássaros para escutar o concerto do seu coração; e por ter te encontrado pelo meu caminho, escrevi uma carta apenas com adjetivos verdes claros; e por ter te encontrado pelo meu caminho, fechei os olhos e senti o cheiro molhado da felicidade; e por ter te encontrado pelo meu caminho, uma estrela cadente atravessou o céu e pousou entre os meus cabelos; e por ter te encontrado pelo meu caminho, retirei dos bolsos todas as moléstias do dia; e por ter te encontrado pelo meu caminho, mergulhei de roupa no mar; e por ter te encontrado pelo meu caminho, pesquei no vento palavras como solfejo, damasco e perambular; e por ter te encontrado pelo meu caminho, enterrei em seus olhos duas rosas virgens; e por ter te encontrado pelo meu caminho, sonhei um dia eterno na sua vida, e por ter te encontrado pelo meu caminho, sempre vou ao mesmo lugar; e por ter te encontrado pelo meu caminho, aponto meus desejos para seus sonhos e gargalho quando os avisto transando até gozar; e por ter te encontrado pelo meu caminho, minha vida ganhou um único espaço, do qual o limite são seus abraços!
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alisson villa
@ 10:11
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Domingo, Setembro 14, 2003
Para a garota de sorriso doce
Rapte-me a boca língua saliva
Cativa meus olhos retina amplidão
Prisão para o beijo carinho abraço
Laço em volta do coração:
Infarto! Infarto! Infarto!
Parto fugidio para tuas veias
teias finas a me envolver
ter o útero como destino
Sinos! Atino: não me falta um pino!
Sou mesmo eu, em ti, a renascer.
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alisson villa
@ 13:26
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Quinta-feira, Setembro 11, 2003
Praça da Liberdade, Belo Horizonte. Oito horas da manhã de um dia qualquer na vida. E como estava agradável esse dia qualquer: o sol dizendo bom dia ao meu corpo espichado pelo banco, crianças-foguete voando com suas bicicletas e chutando enormes bolas coloridas, casais de namorados esquecidos do mundo e Carlos Drummond me fazendo companhia com suas palavras de sorrir a vida. E entre um poema e outro, eu observava aquele cenário e deitava na tranqüilidade que me estendia a mão.
No entanto, uma cena em especial despertou minha atenção: um solitário pardal voava pela praça recolhendo as cores azuis e amarelas. Bastava encontrar uma dessas cores para, com um pequeno gesto, o pássaro cinzento agarrar cada uma com o bico e guardá-las embaixo das asas. Não demorou muito, ele já estava do meu lado, pedindo licença e bicando minha camiseta azul, deixando-a totalmente incolor. E antes de ir embora, o pardal cochichou baixinho em meu ouvido:
- Desculpe-me pelas outras cores continuarem na sua roupa. O periquito responsável pelo preto e branco está doente. O senhor sabe como são essas coisas, não? Muitas cores para recolher, trabalho demais e o periquito acabou esmorecendo em estafa. Se bem que eu sempre achei que ele não agüentaria o tranco.
E assim continuou, sem nenhum corporativismo, maldizendo o companheiro de penas, até ir embora (mas não sem antes descolorir uma ínfima cera amarela dentro do meu ouvido).
Um pardal descolorindo o mundo? Comecei a pensar uma lista de alimentos possivelmente fora do prazo de validade, digeridos nas últimas 24 horas e que estariam provocando aquele tipo de alucinação. Olhei para o céu e as nuvens flutuavam em um fundo incolor...
Enxugava as gotas de suor que escorriam pela testa, mas que aumentaram quando vi o que se passava do meu lado: um Basset Hound engolia todos os sons em volta da praça. A buzina dos carros, os gritos das crianças, as juras de amor dos namorados, tudo ia parar na barriga do cachorro. Um velhinho tentou protestar, mas teve suas inúteis palavras digeridas pelo cão orelhudo. Um silêncio ensurdecedor navegava pelo mundo.
Em um desesperado gesto de alienação, tentei voltar a Drummond, mas fui surpreendido mais uma vez ao ver a poesia se apagando: João não amava mais Tereza, que não amava mais Raimundo, que não amava mais Maria, que não amava mais Joaquim, não amava mais Lili...
Deixei o livro despencar no chão que quase já não existia à minha volta. Estava no meio de uma ilhota cercada de nada e que continuava sendo devorada por ferozes formigas tanajura. Com esforço, equilibrava-me sobre o último pedaço de terra existente, quando uma das formigas olhou nos meus olhos e perguntou:
- Por que vocês não souberam amar o precioso tempo de suas vidas?
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alisson villa
@ 09:06
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Terça-feira, Setembro 09, 2003
Aos bêbados de amor deveriam ser concedidas férias do mundo. Veja bem, não digo férias da vida, pois esta é campo aberto para os que amam. Estou falando do mundo tal que conhecemos em seu dia-a-dia-a-dia-a-dia-a-dia adia ardia... a matemática do acordar, trabalhar, ir pra casa, dormir. A rotina enferruja o amor, pois ele é ser criativo, precisa de telas para pintar, papel branco para escrever líricos poemas sobre coisas inúteis à vista de quem passa a passos largos.
Ah! Dêem férias do mundo aos que não conseguem pensar em outra coisa senão no entrelaçar dos olhos, peito sobre peito, tum tum, coração! Não sejamos rabugentos, nem gaiolas, nem durex, a ponto de acharmos fútil presentear com a liberdade esses seres inundados de canto solto sem porque.
Desabito o mundo, desabito o mundo, desabito o mundo e levo comigo quem de asa for tão leve que não suporte mais deixar pelo caminho o amor em cacos, pois é férias o que estou me dando!
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alisson villa
@ 09:23
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Domingo, Setembro 07, 2003
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alisson villa
@ 12:42
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Sábado, Setembro 06, 2003
(...para as pessoas doces...)
Quando sorvo teu sorriso
engravido de ternura
a pura parte que me resta
E na testa segue o letreiro:
"Dentro mora a alma de um bobo galhofeiro"
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alisson villa
@ 14:36
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Quinta-feira, Setembro 04, 2003
A garota shiva Aini teve a delicadeza de me mandar por email a letra completa da canção. Muito obrigado moça. Cambalhotas em seu dia.
"O amor é filme
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca q dá quando agente ama
eu sei pq eu muito bem como a cor da manha fica
da felicidade da duvida da dor de barriga
é drama, é aventura, é mentira, é comedia romântica.
um belo dia a gente acorda e bum
um filme passou por a gente
e parece q já se anunciou
o episodio 2
é qdo a gente sente o amor
se abuletar na gente
tudo acabou bem
agora é o q vem depois
O amor é filme!..."
é qdo as emoções viram luz
e sombras e sons, movimentos
e o mundo todo vira nóis dois
dois corações bandidos
enquanto uma canção de amor
persegue o sentimento
"__________"(?)
e só vem os creditus
O amor é filme
e tem os ispectadô
o amor é filme...
escrito por
alisson villa
@ 13:04
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Quarta-feira, Setembro 03, 2003
Projeto novo, com um camarada por demais transparente (dá pra ver uma formiga fugindo do tamanduá se olharmos através dele). Resolvemos dar umas Cambalhotas de Irrealidades juntos. Melhor aproveitado se lido enquanto se chupa sorvete (pazinha dispensável, deixe melar a mão, melarmão).
escrito por
alisson villa
@ 17:43
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Escrevo palavra em segredo
segredos são bons de contar
Queria gritar-te um beijo
para depois você fofocar
E a vizinhança saberia em lampejo:
menina, como é bom te amar!
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alisson villa
@ 00:39
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Terça-feira, Setembro 02, 2003
(Música de João Falcão e André Moraes, com interpretação espetacular de Lirinha, vocalista do Cordel do Fogo Encantado)
"O amor é filme, eu sei pelo cheiro de menta
e pipoca que dá quando a gente ama
eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira, é comédia romântica..."
Escute um trecho dessa canção que faz parte da trilha de Lisbela e o Prisioneiro.
Ps.: Ficarei agradecido se alguma alma caridosa tiver o resto da letra e puder me mandar.
escrito por
alisson villa
@ 10:04
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Segunda-feira, Setembro 01, 2003
Dentro de um vazo,
guardo este verso parnasiano.

