Sexta-feira, Agosto 29, 2003
Tenho até medo de perguntar, mas sobre o que esses dois conversariam?
Ps.: Beijos pra minha amiga Cathy, dona do fotolog do qual roubei essa imagem.
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alisson villa
@ 09:10
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Quarta-feira, Agosto 27, 2003
Laura levanta os olhos do livro e por debaixo dos óculos flagra Pedro a observá-la. Trocam sorrisos. Ela retorna à leitura, mas não consegue concentrar-se, fato esse que a fez ler a mesma frase quatro vezes. Com um salto triplo, deixa novamente as páginas do livro para cair no ainda vigilante olhar de Pedro.
- "Ana fingia estar brava ao despertar com os olhos dissecadores de João a lhe vigiar."
- Ãn?
- Não consigo sair dessa frase.
- Ah!
- O engraçado é que não me concentro justamente porque você está me olhando como uma estátua.
- Nunca! Como uma estátua, nunca! A olho como a formiga olha o torrão de açúcar.
- Devo me sentir lisonjeada?
- É sério. A formiga sabe quão precioso para seu sustento é o torrão, mas não sabe como carregá-lo.
- Então eu sou um fardo?
- De maneira alguma! Apenas não sei como levá-la comigo.
- Ora! Sou um torrão com pernas e livre arbítrio. Posso ir andando do seu lado enquanto conversamos amenidades - ela diz sarcástica; ele, no entanto, se mantém compenetrado.
- Mas pode cair uma tempestade e derretê-la em segundos. É preciso descobrir a melhor maneira de transportá-la.
- Pronto! Era o que faltava! Meu marido está ficando louco! - ela volta ao livro.
A poltrona ronca com os dedos nervosos de Pedro a arranhando compulsivamente. Laura não conseguia ler com aquela sinfonia a lhe preencher os ouvidos. Fingia mudar de páginas para ver se ignorando Pedro ganharia a paz necessária para a leitura.
- Ainda com os torrões? - ela arriscou, sem retirar os olhos da palavra loucura na página 8.
- O torrão! - enfatizou com a voz firme.
Laura pensa em olhar para ele, mas não poderia dar-lhe trela caso realmente quisesse adiantar sua leitura. Pedro, por sua vez, continuou falando:
- Se você fosse uma formiga a carregar o torrão de açúcar, o que faria caso começasse a chover?
Ela fecha com força o grosso livro. O vento das páginas se encontrando faz sua fina franja bailar pela testa. Ríspida, responde sem pensar duas vezes:
- Eu comeria o torrão! - e saiu emburrada em direção ao quarto. Ele continuou sentado no sofá, o olhar perdido em algum ponto da parede.
Laura já estava quase adormecida quando despertou com a fraca luz do corredor entrando pela porta do quarto que se abria. Pela penumbra viu aquelas enormes antenas balançando de um lado ao outro, as patas desastrosamente entrelaçando-se.
- Pedro?
No que chama, atemorizada, o inseto gigante aproxima-se de sua cama e a engole numa só abocanhada. Afinal, não teria porque deixá-la derreter agonizante.
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alisson villa
@ 09:16
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Terça-feira, Agosto 26, 2003
"É foda sonhar pra fora"! "E como é esse lance de sonhar pra fora"? "É o mesmo que sonhar pra dentro, só que tem sempre alguém pra te falar que tudo aquilo vai dar errado".
Nota do Sr. Walrus: Depois de publicar a última história sobre o sono, vi lá nos arquivos que já tinha colocado ela aqui... bom... é bom que quem não entrava antes pode ler agora... enfim... ahh... o blog é meu e vou publicar essas historinhas mais umas 273 vezes. É isso.
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alisson villa
@ 10:03
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Domingo, Agosto 24, 2003
"Animada a festa, não"? "É". "Só não gosto muito dessas músicas. São inadequadas para o nível das pessoas". "Talvez" - respondeu seca novamente, pois começou a flertar com um homem sentado no sofá. De aspecto sóbrio e gestos lentos, o homem acenou para ela, que foi sentar-se ao seu lado. "Nunca vi você nas festas da Paulinha. Veio com quem"? - e o homem apontou para o rapaz que conversava com ela sobre as músicas da festa. "Com ele? Unnn... Mas você ainda não me disse seu nome". O homem, que até então não havia pronunciado uma palavra sequer, lhe respondeu baixinho no ouvido: "Sono". E ela adormeceu recostada no sofá, para desaprovação do rapaz que agora, além da qualidade das canções, reclamava também das pessoas que não sabiam comportam-se bem em ambientes de alto nível.
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alisson villa
@ 19:05
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Sábado, Agosto 23, 2003
Senhor Dráuzio trabalha como porteiro noturno há 32 anos. E todas as vezes que perguntam por que ele carrega sua garrafa térmica embaixo do braço até mesmo quando vai abrir o portão da garagem, ele responde: "É que é bom tomar sempre um cafezinho pra gente não acabar ficando esperto apenas pra dentro".
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alisson villa
@ 01:40
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Quinta-feira, Agosto 21, 2003
Uma avalanche de gente estranha (e estranho pra mim é adjetivo dado a cambalhotas) da Bahia tem, ultimamente, atravessado minha vida e me deixado feliz e me dado insônia e me livrado das rugas e me lançado no espaço e me doado um sorriso e me encantado os olhos... e àqueles que lá não nasceram (como a garota de olhos de oceano bravo) ou lá não vivem mais (como o cabra cabeza super marginal) e no entanto carregam a Bahia em algum canto dentro de si, presenteio com essa linda canção de Milton Nascimento e Fernando Brant:
Ponta de Areia
Ponta de areia, ponto final
Da Bahia à Minas, estrada natural,
Que ligava Minas ao porto, ao mar,
Caminho do ferro mandaram arrancar.
Velho maquinista com seu boné
Lembra o povo alegre que vinha cortejar.
Maria Fumaça, não canta mais
Para moças, flores, janelas e quintais.
Na praça vazia, um grito um ai,
Casas esquecidas, viúvas nos portais.
Escute um trecho de Ponta de Areia em uma versão de Grazyna Auguscik e Paulinho Garcia
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alisson villa
@ 16:46
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Quarta-feira, Agosto 20, 2003
Clara cerrou os dentes, como todas as outras vezes em que o namorado, adormecido no seu colo, respirava próximo à sua barriga. Terminavam de transar e minutos depois ele aninhava-se em Clara. Ela, no entanto, torcia para que o sono a tomasse rapidamente por inteira, pois não suportava o torturante leve sopro da respiração a arrepiar sua barriga. E do escuro do quarto, quem secretamente escutasse os gemidos de Clara, pensaria que ela ainda transava...
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alisson villa
@ 23:47
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Menina prendada
dos versos bem feitos
deixa a poesia
e rima meus beijos
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alisson villa
@ 10:14
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Terça-feira, Agosto 19, 2003

Meu nome é Laura e tenho 7 anos. Gosto de brincar com minha boneca, tomar sorvete de chocolate e beijar minha mãe, que é muito linda. Não gosto quando minha professora passa muito para-casa, quando meu pai briga comigo e quando o sono cola meus olhos com tinta preta.
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alisson villa
@ 12:58
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Domingo, Agosto 17, 2003




Oh no, pop is dead, long live pop
It died an ugly death by back - catalogue
And now you know it gets you nowhere
And now you know, you realize
Oh no, pop is dead, it just gave up
We raised the dead but they won't stand up
And radio has salmonella
And now you know you're gonna die
He left this message for us
So what pop is dead, it's no great loss
So many facelifts, his face flew off
The emperor really has no clothes on
And his skin is peeling off
Oh no, pop is dead, long live pop,
One final line of coke to jack him off
Jack him off
He left this message for us
He left this message for us
He's dead, He's dead, Pop is dead
He's dead, He's dead, Pop is dead
He's dead, He's dead, Pop is dead
(Radiohead)
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alisson villa
@ 18:43
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Sexta-feira, Agosto 15, 2003
O zero faz análise devido a problema existenciais
O dois é monogâmico
O três adora um triângulo amoroso
O um é egocêntrico
O oito só sabe dar voltas
O nove planta bananeira para fantasiar-se de seis
O quatro é o mais careta, pois dele nascem todos os quadrados
E o cinco e o sete namoram por falta de analogias absurdas
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alisson villa
@ 17:40
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Quinta-feira, Agosto 14, 2003
Toc toc
e teus olhos abriram
e fingiram surpresa
e eu fui entrando
e ofereceste uma lágrima
e eu aceito com gelo
e acendeste o sorriso
e eu pergunto: "Tem frio"?
e você diz: "Sempre tenho"
e corremos pro ventre
"e é o cômodo mais quente"?
e respondes que não
e eu pergunto qual é
e você: "Coração"
e espiamos de longe
e não há móveis dentro
e seguro tua mão
e entramos calados
e deitamos no chão...
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alisson villa
@ 12:06
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Terça-feira, Agosto 12, 2003
Quero virar criança e dizer que gosto de você. Gosto de você, viu? Depois dou uma gargalhada e digo que não gosto mais. Fico olhando, lá de baixo, para ver a expressão do seu rosto. Seguro outra gargalhada entre os dentes ao perceber os sentimentos de alegria e tristeza alternando-se caricaturalmente no seu rosto enquanto brinco de gangorra dos sentimentos. Então você abre a boca e diz que também não gosta de mim. Fico esperando você dizer que gosta sim, mas demora tanto que dentro de meu peito forma um rio. Deságua pelos olhos. Você desespera e diz que gosta sim. Eu olho pra cima e entre um soluço e outro digo: "Agora já inundou".
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alisson villa
@ 18:05
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Segunda-feira, Agosto 11, 2003
Música - 1. Pantufas para o ouvido; 2. A fala das pessoas apaixonadas; 3. Tempero cinematográfico; 4. Gargalhada de criança; 5. O mar indo e voltando; 6. O silêncio entre uma batida e outra do coração; 7. Momento da transa em que o resto mundo deixa de existir (Ex.: "E não ligavam a mínima para o problema que enfrentariam quando voltassem à cidade, pois, naquele momento, a música tocava alto...", in: Um sonho basta, de Aini).
Pai - 1. Indivíduo que alicia crianças a torcer pelo seu time do coração; 2. Marca de tintas brancas para o cabelo; 3. O mesmo que pudim de chocolate; 4. Espaço do ombro reservado para nos carregar em momentos difíceis (Ex.: "Olhou para o lado e não teve dúvidas: subiu no pai e, ao avistar o outro lado do muro, os olhos viraram cachoeira...", in: O outro lado de dentro, de minúscula).
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alisson villa
@ 21:26
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O homem come a vaca
a vaca come o pasto.
Por que o homem não vai à grama
pelo caminho menos vasto?
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alisson villa
@ 10:47
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Domingo, Agosto 10, 2003
A convenção mora no meio do mundo.
O sol mora em um quadro de Van Gogh.
Poderia dizer que na orelha mora a música,
mas a rebaixaria a uma ação.
O sexo mora na língua.
O medo na tradição.
O furto moraria na necessidade,
se o poeta fosse politicamente correto.
O pênis tem morada quando trepa.
A vírgula mora entre palavras desquitadas.
E o Homem... ahhh... esse mora em todo lugar...
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alisson villa
@ 11:42
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Quinta-feira, Agosto 07, 2003
"Passa galho / Da ingazeira / Debruçada / No riacho / Que vontade / De cantar! Oô... (café com pão é muito bom)" - Trem de Ferro - Manuel Bandeira
Os trilhos, dizem, seguem mesmo depois de desaparecerem no horizonte. Quem acredita, se arrisca em pegar o trem com destino à capital, deixando a pouca gente de Ouricuri para trás, cada vez mais miúda na distância que se alonga pela janela. Quem duvida e ainda tem condições de sobreviver àquela seca teima em continuar a ser tão forte.
Pois Manoel, que não acreditava muito na possibilidade deles seguirem horizonte afora, estava de malas postas ao lado dos trilhos esperando o trem chegar. A mulher, carregando no colo o novo rebento, e a filha mais velha, com seu vestido verde, zonzo de sede por água corrente que o livrasse de tanta poeira, foram se despedir.
Beijou a filha na testa. Claro que ela usava tranças, como manda a imaginação dos leitores. Fez o pai prometer que compraria a sonhada Boneca Dorminhoca.
- Mas pra que você quer uma boneca que dorme?
- Pra acordar ela, ué!
Manoel achou justo e concordou em comprar o presente.
Tombou os olhos na direção do pequeno que sonhava no colo da mãe. Segurou suas frágeis mãos. Sempre as achou exageradamente gordinhas. Mas de qual bebê não era? Mordeu-as. O pequeno começou a chorar. Manoel também.
A mulher, até o último minuto, tentou desamarrotar a gola da blusa de Manoel com leves tapas próximo ao pescoço. Ele explicava:
- Assim que eu arrumá emprego, mando dinheiro pra você.
- Mas e se o trilho acabar no horizonte?
- Caba não!
- Eu sei - é claro que ela engoliu o choro, foi preciso muita força, muita força... quase se afogou por dentro.
E o trem de ferro aponta lá na frente. Manoel abraçou a esposa tão forte que até deu vontade de cantar. Mas não cantou. O trem pára na beira da estrada, engole Manoel e coloca-se a andar lentamente. A filha corre ao lado dos vagões e a mulher finalmente chora, ao ver o trem sumir antes mesmo de atingir o horizonte, encoberto pela seca poeira que há muito já abafava o povo daquele lugar.
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alisson villa
@ 18:20
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Palavras em itálico:
são inclinadas por reverência,
tristeza
ou
des-
vio
na
co-
lu-
na?
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alisson villa
@ 01:47
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Terça-feira, Agosto 05, 2003
ou Matar poemas é fácil, extremamente fácil
ou Matou a poesia e foi ao Gugu
- Olha lá Gertrudes! Tem uma poesia subindo a parede!
- Ai meu Deus! Joga o chinelo nela Ubaldo!
- Eu? E depois ser acusado de matar o lirismo? Joga você, sua insensível!
- Mas eu não posso, estou de pantufas. E jogar pantufas numa poesia apenas aumentariam suas metáforas.
- Então só tem uma solução Gertrudes...
- Qual?
- Vamos dizer nomes que inspirem na poesia o sabor pelo chão e quando ela estiver quase beijando o rodapé, damos com a vassoura nela. Que tal?
- Ótimo! Você começa.
- Tudo bem. Vamos lá: Paulo Coelho!
- Gugu!
- Faustão!
- Xuxa!
- É o Tchan!
- Jota Quest!
E ao ouvir o nome da banda mineira, a poesia caiu dura no chão.
- Ela morreu Ubaldo?
- Acho que sim. Também... precisava pegar tão pesado? Não queria matar a coitada... Jota Quest foi sacanagem!
- Desculpa, às vezes não controlo esse meu lado sádico.
- Eu sei, tá desculpada meu versinho de Drummond!!!
- Unnnn, minha pintura de Dali!!!
- Minha música do Chico!!!
- Ahh, meu filme do Truffaut...
E os dois subiram ao teto.
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alisson villa
@ 10:08
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Segunda-feira, Agosto 04, 2003
Não me iludo,
a inspiração poética não seduz:
há poesia mais bela
que a mulher dando a luz?
À Carla, ao Fred e ao novo Garoto-Estrela, todas as felicidades do mundo! Que seu filho, Fred, possa ser amigo dos meus futuros filhos assim como somos até hoje!
E nasce mais um feliz torcedor do glorioso...
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alisson villa
@ 18:34
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Porque o corpo dói. Porque a tosse se repete. Porque os olhos estão quentes. Porque as juntas gritam. Porque a cabeça quer ficar maior do que ela realmente pode. Mas principalmente porque tenho que escrever sobre comunicação em rede industriais nesse estado é que deus poderia ser misericordioso e me transformar em um atum.
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alisson villa
@ 13:46
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Sábado, Agosto 02, 2003
Gripe é uma coisa chata,
criança é uma coisa legal.
Estava pensando em escrever poema
mas nunca consegui escrever algum.
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alisson villa
@ 19:44
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...meu nome é qualquer um... não me apego a placas sinalizadoras... transito simples como as nuvens (poucos notam, mas todos desejam deitar-se)... por isso, quando me percorrem com os olhos, me enxergam nua... e assim desejo estar... corpo aberto a palavras e orgasmos... como quando deito em mim mesma idéias e dedos... dedos idéias... angústias úmidas... pois efêmero é o tempo para viver apenas o sofrer... quero dias de gemer apenas o corpo e não a alma... e se meu nome é qualquer um... e se ultimamente deito mais o dedo que as idéias... por que iria querer você seduzindo minhas angústias?
escrito por
alisson villa
@ 14:12
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Sexta-feira, Agosto 01, 2003
Peixe nada no céu quando chove
Sonho tem um lar quando a gente dorme
Tristeza é uma alegria desbotada
Das aves o pavão é a mais descolada
Democracia é um Deus que não existe
Homem esfomeado como até alpiste
A onda é namorada temporão da areia
O calvário do mosquito é a teia
A lâmpada é a estrela da formiga
A solidão tem a poeira como amiga
Elefante tem um rabo pendurado no rosto
O rei de Nazaré também pôde ser deposto.

